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Com o lançamento de “Love”, Lana Del Rey atinge as esferas mais sublimes da alma

Crítica da semana envolve o single de Lana Del Rey
Lana retorna com tudo
Lana lança single "Love" recentemente
Clipe traduziu a doçura da canção (Foto: Reprodução/ Youtube)

 

Pude acompanhar e ouvir segundo a segundo do novo single de Lana Del Rey. Uma cantora a ser mais aclamada por merecimento, por tecer em suas canções doses de melancolia, tristeza, sombras e aquele romance saboroso que nos deixa flutuando pelas nuvens.

Embora a artista focalize o mesmo estilo, demonstra o seu conforto com a carreira escolhida. Não há arrependimentos, não há mudanças bruscas e muito menos garra para atingir o mercado mainstream. Seu território é o alternativo.  Há apenas melhorias, como um bom vinho tinto.

Sob a composição da artista, a faixa “Love” traz nuances saborosas de se escutar a cada minuto. Viciante como uma droga, Lana atinge as esferas mais sublimes da alma ao abordar nas linhas de sua peculiaridade, belas letras e um ritmo aprazível, o qual parece acariciar nosso corpo no decorrer das batidas instrumentais, ornamentadas pelos seus vocais aveludados.

A sensação trazida pela canção é a de como mergulhar num rio profundo, de águas geladas, escuras, e deixar a água nos levar para o infinito. Encontrar no desapropriar das emoções alheias, o enlace perfeito, encaixando facilmente no imaginário humano. O clipe passa mais ou menos essa sensação de leveza.

Honestamente não sei o que esperar do novo disco. Caso ela cumpra por ir na conscientização política e social, poderá ser o surgimento de uma Lana mais crítica e a par da realidade caótica de todos os seres humanos. Despirá ao mundo seu lado ativista antes camuflado pela sua maquiagem vintage.