Televisão

Relembre as 5 novelas brasileiras mais polêmicas da história

Recordar é viver

Em mais de 60 anos de história, a teledramaturgia brasileira guarda ótimas obras para serem relembradas. Nessa série, fizemos um top 5 com as novelas mais polêmicas da história. Tem dos mais variados canais. Veja abaixo a lista. Se tiver mais alguma para indicar, comente.

 

5. “Vale Tudo” (1988) – Rede Globo

Sucesso da década de 1980 (Foto: Divulgação/ Rede Globo)

Escrita por Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, o folhetim que consagrou nomes da teledramaturgia como Glória Pires, Beatriz Segal e Renata Sorrah, foi uma grande crítica ao Brasil. As cenas do último capítulo em que a personagem dá banana ao fugir do país, além dos esnobes discursos da vilã Odete Hoitman e seu assassinato misterioso, fizeram de “Vale Tudo” não só uma trama polêmica, por cutucar a ferida do brasileiro, mas um folhetim bem construído, resultando no ranking das novelas de maior audiência da história.

4. “Liberdade, Liberdade” (2016) – Rede Globo

 

Cena de sexo gay agitou novela (Foto:Divulgação/ Rede Globo)

Sob os cuidados de Mário Teixeira desde o afastamento da autora central Márcia Prates, “Liberdade, Liberdade”, se encaixa nesse top 5 por diversos fatores. Novela de época, retratou um dos períodos mais conhecidos do nosso país. Recheada de assassinatos, 24 no total, a trama causou polêmica ao exibir cenas de beijos e sexo entre dois homens, algo inédito na televisão brasileira. Rubião (Mateus Solano) que encomenda a morte da própria mãe, mata metade da família da protagonista, casa-se com a mesma e ainda a estupra nos últimos capítulos, foram um dos pontos mais polêmicos da novela.

3. “Amor e Revolução” (2011) – SBT

Torturas foram a polêmica da novela (Foto: Divulgação/ SBT)

Apesar do SBT se vangloriar de ser uma emissora quase conservadora, para atrair o público, o canal já teve seus momentos mais ousados e corajosos. Em 2011 fora lançada uma novela extremamente polêmica. Também de época, “Amor e Revolução” foi fracasso em audiência, mas entrou para a história ao abordar um tema espinhoso nunca explorado nas telenovelas: Ditadura Militar. Assassinatos em massa, crueldade envolvendo torturas (choques elétricos, surras, afogamentos) e o primeiro beijo gay da televisão brasileira, protagonizado por Gisele Tigre e Luciana Vendramini. O entrecho fora escrito por Tiago Santiago, sendo a novela mais ousada daquele ano. O folhetim chegou até a ser ameaçado por militares, os quais quiseram por a obra abaixo devido ao seu teor crítico.

2. “Carmem” (1987) – Rede Manchete

 

Trama foi escrita por Glória Perez (Foto: Divulgação/ Rede Machete)

Dando seus passos solo e aventurando-se na concorrência, a reconhecida e premiada autora Glória Perez, já escreveu uma novela diferente das que estamos acostumados a acompanhar. Exibida pela extinta Rede Manchete, “Carmem” (1987) foi bastante polêmica. Mesmo os números não tendo sido os melhores, a trama ganhou repercussão e é lembrada até os dias de hoje pelos telespectadores saudosistas daquela época. O folhetim conta a história de uma mulher, interpretada por Lucélia Santos, que após ter sofrido uma grande decepção amorosa, faz um pacto de sangue com uma pomba-gira, oferecendo a sua alma como moeda de troca caso a entidade conseguisse atrair o homem alvo de sua vingança. Apesar de ter se arrependido com o trato, a personagem é assassinada com um tiro e não teve como voltar atrás, transformando-se em uma entidade do mesmo tipo.

1.  “Xica da Silva” (1996) – Rede Manchete

 

Último sucesso da Manchete (Foto: Divulgação/ Rede Manchete)

Agora vamos para aquela que foi a novela mais ousada de todos os tempos. Nenhuma, até o momento, teve tanta ousadia quanto essa. Inúmeros motivos fazem de “Xica da Silva” o folhetim nacional mais polêmico de todos os tempos. Desde a sua concepção ao seu encerramento, a trama que revelou o talento de Taís Araújo, foi tratada como a melhor novela de 1996. Com orçamento milionário, a Manchete resolveu contratar Walcyr Carrasco na surdina. Na época o autor tinha contrato vigente com o SBT, e por causa desse motivo, escreveu a novela sob o pseudônimo de Adamo Angel, sendo tratado como um autor misterioso, pois ninguém do elenco sabia quem era o novelista por trás de todas as ações da novela. A começar por Taís, na época com 17 anos, fazendo cenas de nudez, as quais chegaram a ser interferidas pelo Ministério Público por conta da idade da atriz, que durante as filmagens completou seus 18 anos. Uma protagonista nada convencional. Xica foi a primeira protagonista negra. Inteligente, a rainha do Tijuco casou-se com o Contratador, conseguindo o ódio de todos os senhores da cidade. A trama teve diversas cenas de sexo, nu frontal, esquartejamentos, bruxas que faziam pactos satânicos, filho que mata o próprio pai por causa de um amor proibido, crucificação, execuções públicas, abertura com a personagem vestida de Nossa Senhora Aparecida, sendo despida por um anjo. Ufa. Foram tantas as peripécias de Carrasco que fica difícil enumerar tamanha criatividade. Coisas que só a Manchete proporcionava naquela época.

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